Papa Francisco completa 12 anos de Pontificado: um líder que desafia e inspira a Igreja
- William Barreto
- Mar 13
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Há exatos 12 anos, em 13 de março de 2013, a fumaça branca anunciava ao mundo um novo Papa. Jorge Mario Bergoglio, o primeiro jesuíta a ocupar o cargo, escolhido "quase no fim do mundo", como ele próprio definiu, surgia na sacada da Basílica de São Pedro com um gesto que marcaria seu pontificado: curvou-se diante da multidão e pediu orações.
Desde então, Francisco tem desafiado a Igreja a se reinventar. Seu papado é um convite constante a uma fé viva e comprometida, que ultrapassa rituais e se traduz em acolhimento, misericórdia e ação. Ele resgatou a ideia de uma Igreja "em saída", que não se fecha em si mesma, mas que se preocupa com os mais pobres, com o meio ambiente e com aqueles que se sentem à margem da religião.
Seus discursos e decisões nem sempre agradam a todos. Ao longo desses anos, enfrentou resistências internas e externas, especialmente ao propor reformas na Cúria Romana e ao abrir espaço para debates sobre temas sensíveis, como a inclusão de grupos historicamente excluídos e o papel das mulheres na Igreja.
Apesar das críticas, seu impacto é inegável. Encíclicas como Laudato Si’ e Fratelli Tutti expandiram a visão da Igreja sobre questões sociais e ambientais. Suas viagens apostólicas, muitas vezes para regiões esquecidas, reforçaram sua preocupação com as "periferias" do mundo, não apenas geográficas, mas também humanas.
Agora, ao completar 12 anos de pontificado, Francisco segue liderando a Igreja, mesmo em meio a desafios de saúde. Internado recentemente no Hospital Gemelli, manteve contato com os fiéis e reafirmou sua missão: “Eu os acompanho daqui”. Seu jeito simples e próximo continua sendo sua marca registrada.
A pergunta que fica é: até onde Francisco ainda pode levar a Igreja? Aos 87 anos, sua mensagem continua provocando, incomodando e inspirando milhões de pessoas. E, como ele sempre pede, suas maiores armas seguem sendo as orações.
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